quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
I like people
Perguntam-me que tipo de pessoa gosto. Respondo que gosto de pessoas, sejam elas como forem independentes da cor, da classe social... Eu gosto de gente. Gosto de estar perto, conversar, rir, afagar. Gosto de ouvir gosto de falar. Gosto de querer bem, gosto mesmo, enfim... Eu sempre tive, e acredito que com toda certeza sempre terei um genuíno afeto e respeito por todos os seres humanos. Sou naturalmente fascinada e extrema admiradora de pessoas em geral. Fico maravilhada em constatar a complexidade e a capacidade nata que todos nós, seres humanos temos de sermos ótimos. Sei também que existem pessoas que negam e reprimem esta capacidade. Não costumo tratá-las mal. Apenas evito, sempre que possível contato com pessoas assim. Quando não tem como evitá-las, trato respeitando a opção que fizeram, ou talvez, a forma de se posicionar que conseguem. Sempre tenho extremo cuidado e respeito pelas pessoas, pois tenho absoluta convicção que todos indiferentes de quem sejam, ou de qual maneira vivem, merecem ser respeitados e amados. Costumo andar pelas ruas sorrindo, pois acredito que para muitas pessoas o meu sorriso faz bem, proporciona um pouco de bem estar. Sei que assim como eu, existem várias pessoas que também apreciam um sorriso sincero! Que sentem bem quando o recebem. Gosto de me sentir respeitada, e não tenho dúvida nenhuma que todas as pessoas também gostam. Não tenho por hábito desrespeitar ninguém, e muito menos menosprezar quem de mim se aproxima. Relaciono-me com as pessoas sempre tentando me colocar no lugar delas, e assim, as trato exatamente como gosto de ser tratada. E gosto imensamente de ser bem tratada! Aprendi desde muito pequena o quanto me faz bem, me sentir respeitada, receber carinho e atenção das pessoas com as quais convivo. É tão bom, me dá uma sensação tão boa quando converso com pessoas gentis. Sinto uma felicidade imensa quando estou perto de alguém que teve este mesmo aprendizado. Considero bastante interessante a mania e a necessidade que algumas pessoas têm em conferirem autoridade ao outro, em conferirem títulos a alguém. Se relacionam com o título!? Tratam bem o poder!? Dizem que é questão de respeito, chamar alguém, por exemplo, de doutor ou doutora. Ou de algum outro título que massageie o ego e reforce a vaidade do outro! Mas será que para ser respeitado, necessariamente tem que ser alguém com algum título? Com poder? Será que o simples fato de ser um ser humano, de ser uma pessoa, não merece respeito? Quando me relaciono com alguém, eu vejo a pessoa, o ser humano que está diante de mim. Com muitas características parecidas com as minhas, e com muitas diferenças também. Exatamente isso! Gosto das pessoas pelo que elas são indiferentes do que elas têm. Admiro qualidades pessoais, especialmente gentileza, honestidade, ética e respeito pelo outro. Ela pode ter bens e títulos. Ou não! Até porque, todos sabem que bens adquiridos, nem sempre estão acompanhados de algumas qualidades pessoais de caráter. Ninguém é o título ou o bem que possui. São efêmeros, passageiros. Não nos pertence indefinidamente. Todos somos as características pessoais que conduzem nossos atos e nossas vidas. Somos principalmente a maneira que nos posicionamos nas relações com o outro. Seria uma beleza se as pessoas se relacionassem, tendo mais zelo, respeitando e valorizando mais o outro. Exatamente como desejam que todos se relacionem com elas!
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